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Poder do audiovisual na educação é tema de encontro do Escolas Transformadoras

Poder do audiovisual na educação é tema de encontro do Escolas Transformadoras

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Programa se uniu a membros de sua Comunidade Ativadora – jornalistas, especialistas e representantes do terceiro setor – para discutir a importância do audiovisual na educação; rumos do programa para 2018 também foram definidos

Por Fernanda Peixoto Miranda e Raphael Preto

No último dia 25 de abril, foi realizado um encontro do programa Escolas Transformadoras com os ativadores de sua Comunidade Ativadora. Fundamentais para manter em conexão o programa e parte de sua comunidade, as reuniões com os ativadores ocorrem anualmente para proporcionar uma troca de ideias sobre o conteúdo, a visão e a definição de novos rumos e projetos do programa.

Neste encontro, os participantes puderam participar de uma roda de conversa com o diretor Cacau Rhoden, da produtora Maria Farinha Filmes, para falar sobre audiovisual e sua força de potencializar transformações no país e no mundo. Para ele, o audiovisual é uma ferramenta poderosa para disseminar ideias positivas relacionadas à educação. “O papel da arte e do audiovisual vai muito mais no sentido de levantar questões do que de trazer conceitos fechados. O audiovisual não tem que ensinar nada a ninguém, mas provocar questionamentos a respeito de assuntos pertinentes para a transformação da sociedade”, opinou.

A reflexão audiovisual sobre temas como educação e infância tem diversos exemplos de obras reconhecidas e premiadas. Os filmes “Nunca me Sonharam” e “Tarja Branca” (disponíveis para exibição via plataforma VIDEOCAMP), ambos dirigidos por Rhoden, conquistaram prêmios em diversos festivais importantes. “Sinto que o audiovisual na educação é um tema muito rico, complexo e infinito. E, com a ajuda dos filmes documentais ou não, esse assunto pode ser levado na mesa de jantar, na roda dos amigos. A educação tem que estar na pauta e no dia a dia de todas as pessoas”, disse o diretor.

Ele defende que, cotidianamente, é preciso envolver as pessoas em assuntos que dizem respeito a toda sociedade. “Quando uma produtora produz peças muito fechadas para o nicho de educadores, ela deixa de conversar com uma parcela importantíssima da população, que são os familiares, a comunidade e os próprios estudantes. Precisamos colocar para o mundo o quanto a escola e o conhecimento podem ser encantadores.”

Leandro Beguoci, diretor editorial da Nova Escola e membro da Comunidade Ativadora do programa, pontuou também a relevância de outros formatos, para além do cinema – como programas de TV e séries em plataformas como Netflix –, como iniciativas capazes de conquistar novos interessados no tema. “A Malhação, que fez uma campanha pela valorização da escola pública, e a série Merli, da Netflix, que traz a história de um professor de filosofia, são exemplos de produções que conseguiram quebrar paradigmas na educação.”

Cacau Rhoden, diretor do filme “Nunca Me Sonharam”, conversou com ativadores do programa Escolas Transformadoras sobre audiovisual e educação (Crédito da Imagem: William Nunes)

Rumos em 2018 e 2019

Na segunda parte do encontro, os participantes participaram de um “World Café”, dividindo-se em quatro mesas para discutir os principais eixos de atuação do programa: Comunicação; Parcerias Governamentais; Formação de Educadores e Universidades; e Chamada de Educação Transformadora para 2019. Cocoordenadora do programa Escolas Transformadoras, a assessora pedagógica do Alana, Raquel Franzim, levou, neste momento, o principal objetivo do programa deste ano. “Para 2018, a nossa meta é furar a bolha”, afirmou, reiterando a importância de trazer os grandes temas e desafios da educação a outros públicos. Ela citou que as escolas que já foram reconhecidas pelo programa estão cada vez mais atuando em rede como embaixadoras de uma educação verdadeiramente transformadora.

Como exemplo dessa potência em rede, foi mencionada a Jornada de Educação Transformadora, realizada em 2017 em parceria com a Secretaria da Educação da Bahia. A iniciativa, que envolveu professores e coordenadores pedagógicos do estado, possibilitou que escolas reconhecidas pelo programa trocassem experiências com outras unidades da rede. Durante esta Jornada, técnicos, pedagogos e coordenadores pedagógicos dos 27 Territórios de Identidade da Bahia visitaram as escolas Instituto Federal do Paraná – Campus Jacarezinho (PR)EEEP Alan Pinho Tabosa (CE) e SERTA (PE), para conhecer suas experiências em educação. Nestas visitas, esses profissionais puderam conhecer as infraestruturas dos locais, dialogar com estudantes e professores e participar de atividades práticas.

Antonio Lovato, coordenador da Ashoka e cocoordenador do programa, adiantou ainda que o programa Escolas Transformadoras continuará, neste ano, unindo-se em parceria com instituições e universidades, e atuando na formação de educadores que promovam e disseminem práticas de uma educação transformadora. Outro objetivo é desenvolver mais projetos com secretarias de Educação para o desenvolvimento de políticas públicas. Além, é claro, da aposta em diversos formatos de conteúdo e da ampliação de novas possibilidades. “Os desafios são muitos. Mas sabemos que é possível. Queremos inspirar mais e mais pessoas e mostrar a elas que todos podem ser agentes de transformação.”

Confira o álbum de fotos!

Este ano, nos reunimos novamente com membros da nossa Comunidade Ativadora. Neste encontro, propusemos um momento de…

Posted by Escolas Transformadoras on Thursday, April 26, 2018

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