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EUA: Escolas Transformadoras lançam livro em evento sobre metodologia ativa de aprendizagem

EUA: Escolas Transformadoras lançam livro em evento sobre metodologia ativa de aprendizagem

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Conferência PBL 2018, na Santa Clara University, debateu metodologia de aprendizagem na qual os estudantes e a comunidade escolar têm participação ativa; novos modelos de educação foram vistos como necessários frente às novas demandas da sociedade

Trabalhos em grupo, reorganização do espaço e das relações, estudo do entorno e participação ativa do estudante na escola. Na metodologia conhecida como “aprendizagem ativa”, uma mudança radical é estabelecida dentro e fora da sala de aula, assegurando o protagonismo e a autonomia dos alunos. E essa transformação não se limita apenas aos jovens e às crianças: o impacto também se dá no dia a dia dos professores, que passam a orientar e a estimular e não mais a transmitir o conteúdo.

Entre os dias 16 e 19 de fevereiro, a PBL 2018 International Conference (Conferência Internacional ABP 2018, em português) reuniu educadores e especialistas de mais de 20 países na Santa Clara University, em Santa Clara, na Califórnia (EUA), para discutir a importância das metodologias ativas de aprendizagem para melhorar e reinventar a educação básica e o ensino superior. A equipe do Escolas Transformadoras participou do evento, realizando o lançamento inédito no país do livro “O ser e o agir transformador – para mudar a conversa sobre educação”, que reúne as experiências das primeiras 15 escolas reconhecidas pelo programa no Brasil (baixe gratuitamente o livro clicando aqui).

“As metodologias ativas de aprendizagem seguem em ascensão, pois o mundo inteiro já reconheceu que o modelo tradicional de educação está falido”, afirma o professor Ulisses Araujo, da Universidade de São Paulo, e também integrante da Associação de Aprendizagem Baseada em Problemas e Metodologias Ativas da Aprendizagem (PAN-PBL Association), responsável pela organização da conferência junto à Santa Clara University. Criada por um comitê formado por educadores de diversos países, a PAN-PBL Association busca investigar novas formas de desenvolver a educação por meio das metodologias ativas. “Educadores de 23 países vieram à conferência. Um terço deles são brasileiros, dado que demonstra o crescimento da mobilização dessa perspectiva no país”, diz.

O encontro teve como tema disparador o modelo de aprendizagem baseado em problemas (ABP), uma metodologia que empodera os estudantes a conduzir pesquisas e a aplicar conhecimento para desenvolver soluções relacionadas a problemas previamente definidos. “Ela instiga os estudantes a investigar e a desenvolver raciocínio para qualquer área de estudo”, explica o co-coordenador do Escolas Transformadoras, Antonio Lovato. Para ele, esse e outros modelos de aprendizagem ativa oferecem novas possibilidades para a escola. “A ABP propicia um conhecimento que não é segmentado, e sim compartilhado, trazendo um novo significado para a educação e incentivando o protagonismo dos estudantes.”

Outras metodologias de aprendizagem ativa foram discutidas, como as apresentadas durante o lançamento do livro “O ser e o agir transformador” por representantes das escolas Alan Pinho Tabosa (CE) e Vila Verde (GO) o professor Manoel Andrade, que também é empreendedor social reconhecido pela Ashoka, e o diretor Fernando Leão, respectivamente. 

Na Escola Vila Verde, localizada em Alto Paraíso de Goiás, o ensino é baseado em uma pedagogia por projetos. Os alunos estudam por projetos, e não por disciplinas, garantindo assim total autonomia de selecionarem o que querem aprender. Desse modo, um aluno que escolhe o estudo de uma cidade como projeto, por exemplo, irá explorar o tema de seu interesse de modo mais dinâmico, aprendendo simultaneamente disciplinas como geografia e história. “Foi muito importante poder compartilhar o dia a dia da Vila Verde com pessoas do Brasil e do mundo que buscam uma nova compreensão sobre educação. Nós, das Escolas Transformadoras, não estamos sozinhos nesta busca”, comenta o diretor Fernando Leão.

A troca de experiência também foi vista com entusiasmo pelo professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) Manoel Andrade. Representando a Escola Alan Pinho Tabosa, o professor compartilhou com o público as experiências positivas resultantes do trabalho em conjunto da escola, baseada nos princípios de aprendizagem cooperativa. “É um modo de aprendizagem no qual os alunos trabalham em grupos, se ajudando mutuamente e mostrando a força que a cooperação tem”.  

Escolas Transformadoras nos Estados Unidos

No dia 16, a equipe do Escolas Transformadoras do Brasil fez uma visita à Christa McAuliffe School, escola pública reconhecida como transformadora pela equipe da Ashoka dos Estados Unidos. Com forte participação de mães e pais no cotidiano escolar, a Christa McAuliffe desenvolve um modelo de aprendizagem baseado em projetos. Por meio deste modelo, os professores treinam os pais a orientar seus filhos para que eles possam descobrir e ir atrás de seus próprios interesses. Veja as imagens:


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