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Barcos lançados ao mar

Barcos lançados ao mar

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Por Andreia Magliano / Escolas Transformadoras

Foi no dia 15 de setembro, uma semana após a celebração da “Semana da Pátria”, que as Escolas Transformadoras encontraram-se pela primeira vez. Educadores de 10 escolas brasileiras reuniram-se no Espaço Tapir, em São Paulo, para iniciar a formação de vínculos e a construção coletiva de uma rede voltada ao fortalecimento e à disseminação de uma visão e de práticas educacionais verdadeiramente transformadoras, capazes de formar crianças e jovens sensíveis, com habilidades para tornar o mundo um lugar mais acolhedor e amigável.

As escolas, vindas de diversos cantos do Brasil, são as primeiras 10 a integrarem a iniciativa Escolas Transformadoras Brasil. São escolas rurais, urbanas, públicas, privadas, comunitárias, cooperativas que, apesar das diferentes realidade e perfis, destacam-se por suas posturas comprometidas e pioneiras.

“Só de estarmos aqui já nos fortalece; nós já fazemos uma escola agora falta fazer uma rede. A gente precisa aprender com o outro, agregar mais práticas (…)”.
Carla Cunto Escola Municipal Aclimea do Nascimento (Teresópolis- RJ)

Com a recepção amorosa da mediadora Sirlene Gianotti, os educadores puderam sair de suas rotinas aceleradas e encontrar um espaço para olhar e cuidar de si. Sirlene os convidou a uma viagem interna, por meio de práticas de ritmo, harmonização, autopercepção e autocuidado. Depois deste momento, que contribuiu para que todos estivessem ali por inteiro, iniciou-se o momento interação, por meio de jogos e brincadeiras. Nestas atividades, os educadores puderam vivenciar e refletir sobre conceitos como presença, pertencimento, grupo, cooperação, liderança (conduzir, ser conduzido), escuta profunda, sensibilidade, afetividade e percepção do outro. Surgiram os primeiros encontros de olhares, os gestos de cuidado, as primeiras sinergias, diferenças e afinidades.

“Sensação de que estamos no mesmo barco, necessidade de trocar porque somos muito diferentes.”
Flávia educadora EMEF Des. Amorim Lima (São Paulo –SP)

Com o “Conto da Ilha desconhecida”, do escritor português José Saramago, todos foram convidados a embarcar na construção coletiva da rede de Escolas Transformadoras Brasil, que agora se forma. Apropriados de si mesmos e em comunhão com seus pares, construíram seus barcos de sonhos, desejos, expectativas e desafios. Puderam, assim, começar a tecer esta rede de narrativas em busca de uma educação mais igualitária e inclusiva, pluricultural e sensível, que promova a transformação social.

“É preciso pensar uma educação para a harmonia, consigo mesmo, com o outro, plural e diferente e com o planeta”.
Sílvia Carneiro Escola Amigos do Verde (Porto Alegre – RS)

Deste dia levamos inspiração. Há muitas iniciativas bonitas sendo desenvolvidas em diversas partes do Brasil, são pequenas embarcações de sonhos navegando ainda com rumo incerto. Precisamos nos unir em rede, para ganhar força e fôlego e buscar, juntos, novos rumos para a educação de nosso país. Os barcos foram lançados ao mar!

Clique aqui para conhecer as 10 primeiras Escolas Transformadoras do Brasil!

“Transformador é conhecer nossa realidade; somos fruto de três povos, mas conhecemos apenas um. Retomar o passado para nos conhecer, valorizar outras culturas; respeitar esses processos todos, um grande desafio, ver, estudar, conhecer, valorizar – esse é o papel transformador.”
Fátima Limaverde Escola Vila (Fortaleza – CE)

Foto: Rodolfo Goud

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